Vinte e Sete

Abri os olhos, tentando me situar de onde eu estava. Meu corpo estava dolorido, o que não me deixava prestar atenção em nada além de muito concreto. A única coisa que consegui perceber foi que eu estava em um salão com colunas de mármore em todo o canto. Eu estava deitada no chão gelado. Porquê estava ali? Não conseguia me lembrar de nada além do momento em que eu ouvi a voz da Micaella. Eu tinha que sair dali antes que ela me pegasse, tinha que avisar os meninos. Me apoiei no chão com a mão e senti meu pulso doer.
-Ai! -gemi baixo.
-Poupa sua força. Você vai ter bastante tempo pra gritar quando meu irmãozinho chegar aqui. -virei a cabeça na direção do som e vi que o Leandro e a Micaella estavam na frente de umas dez pessoas, todas de branco. Me virei de lado e me sentei um pouco desajeitada. Procurei o colar, que ainda estava no lugar.
-Não vamos tirar ele de você. Você vai tirar pra gente.
-Nunca! -me levantei, com a raiva como apoio e caminhei em direção à Micaella.
-O que deu em você? -gritei pra ela.
"Você acha mesmo que algum de nós escolheu isso?" uma voz desconhecida falou em minha cabeça. "Ao menos é melhor do que morrer." a voz de um menino respondeu.
-Quem disse isso? -perguntei.
A porta se abriu. Luan entrou, seguido por dois rapazes.
-Luan?
-Onde você se meteu? O que deu em você pra sair corre- Luan recebeu um chute nas costas que o impulsionou para a frente como se ele fosse uma pena sendo soprada. O baque no chão fez um grande barulho.
-NÃO! -gritei- Não machuquem ele.
Colocaram o Luan de joelhos e lhe deram outro soco, seguido de vários tapas e pontapés. 
-PAREM POR FAVOR!!!
-Dê o colar pra gente. -Leandro disse- Melhor, destrua ele com suas próprias mãos.
-Kate, não! -Luan gemeu.
-Tire o colar ou ele morre.
"Dois devem procurar, achar, construir e destruir essas palavras. Com um casal iniciou-se  a humanidade e também por um casal ela terá seu fim. Um destino a se cumprir, amores para descobrir, uma aventura a viver. Com uma história para contar, a maldição acabará.  Em trevas ou luz a história se findará." A voz do menino disse na minha cabeça novamente. Me virei, procurando por ele em todos os cantos. O achei escondido atrás da porta. "Dê o colar, por favor. Eles são malvados, e não gostam de mim. Vão me machucar."
-Cale a boca, criança estúpida! -Micaella disse pra ele, em voz alta.
-O que ele está falando pra ela?
-Nada demais. Só que está me incomodando.
"Viu? Eles não gostam de mim."
-Podem fazer o que quiser comigo, mas você não tem nada a ver com isso.-eu disse pro Luan.
-Que fofo. -Leandro riu- Vamos lá, já que você quer morrer Katherin, vamos fazer com que nosso amiguinho aqui seja beneficiado com isso. Você se importa mais com ele do que com o Lucas, não é? O Lucas já está perdido, por mais que ele se engane, ele, eu , todos nós já estamos mortos. Já somos monstros. Mas ele não. Ele ainda tem salvação, não é? Vamos ver.
Ele fez um sinal e um homem trouxe uma bolsa de sangue. Mais dois seguraram o Luan pelos braços.
-Me dê as honras. -Leandro pediu. Ele pegou a bolsa e caminhou em direção ao Luan.
-Não. -pedi baixo- Não faz isso.
Ele chegou mais perto, e outro homem segurou a cabeça do Luan, deixando ele com a boca aberta.
-Não! Não faz isso com ele. Eu faço o que vocês quiserem.
-Ótimo! -ele se virou pra mim.
-Me falem como ele consegue voltar ao normal.
-Nem se eu quisesse garota, você tem que descobrir isso sozinha. Agora anda logo, ou ele vai experimentar sangue humano pela primeira vez, vai querer mais, e ninguém vai impedir ele de atacar as pessoas lá fora. Ele vai ficar sedento. Como voce vai ficar sabendo que os dois homens que voce ama não vão poder conviver com você normalmente? Ou, a gente pode simplesmente matar ele. Vai ser mais fácil fazer isso agora do que depois. É, acho que eu mesmo vou fazer isso. -ele se virou pro Luan.
-NÃO! -gritei de novo- Eu tiro.
Meus dedos tocaram o colar. O pingente estava gelado, ou talvez fosse minha mente. 
Puxei e joguei ele no chão. Não podia fazer o Luan sofrer mais ainda.
-Muito bem. Agora pega ele e some daqui. -Leandro disse.
-Porquê não me mata logo? 
-Porque vai ser divertido brincar. -ele riu.
-Le, eu acho melhor...
-Eu sei o que é melhor Micaella. Vai ser bom brincar de pique com esses três por aí. 
-Você é um monstro. Não pelo que você é, mas sim por suas atitudes-eu disse pra ele e fui em direção ao Luan, que estava acordado, mas machucado demais para se manter em pé sozinho.
O ajudei a se levantar e fui embora dali sem nem olhar pra trás. 

AMORS, PRIMEIRAMENTE DESCULPA PELOS ERROS DE ACENTUAÇÃO, ESTOU POSTANDO PELO CELULAR.  ESPERO QUE ESTEJAM GOSTANDO DA FANFIC. O QUE VOCÊS ACHAM, ELA TÁ GOSTANDO DELE OU É REMORSO? 

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