Catorze

Enquanto a Micaella fazia algo longe de mim (ela me deixou no meio da praça e foi pra perto da mata novamente) pensei em sair correndo. Eu iria pra casa. Ia me trancar lá e ela não ia conseguir me tirar dali.
Mas ela podia me explicar o que estava acontecendo. O que eu tinha a ver com a tal maldição do diário e porque que a Katherin tinha que sumir (ela não citou o nome dela mas deu pra entender o que ela quis dizer com "garota"), e principalmente, ela poderia me explicar se meu sonambulismo tinha a ver com isso ou não.
Esperei ela voltar por uns cinco minutos. Observei o sol nascendo no horizonte. A quanto tempo eu estava fora de casa? Eu havia saído para me encontrar com a Kate e não tinha voltado.
Afinal de contas... o que tinha acontecido com ela?
Sua casa ficava a poucos metros da praça, talvez eu conseguisse ir lá e voltar sem que a Micaella percebesse.
Me levantei, decidido a ir e voltar rapidamente.
-Onde você vai?
-Agora, a lugar nenhum.
Ela se sentou no banco.
-Me explica o que tá acontecendo. -eu pedi.
-Eu acho que você não vai gostar de saber.
-Fala logo Micaella.
-Tudo bem... Você é um vampiro.
-Não.
-É, você é.
-Acho que se eu fosse eu perceberia. Talvez eu tivesse vontade de matar alguém, virasse um morcego, morresse no sol ou quem sabe brilhasse nele...
-Isso são histórias sem pé nem cabeça.
-Tá, mas eu teria que estar morto, não é?
-Teria, mas eu não tive coragem.
-Isso não tá se encaixando. São só baboseiras. Coisas que você tá inventando.
-Como eu saberia da maldição?
-Tá... Então me explica.
-Não posso falar tudo. Pelo menos não agora. A gente tem que destruir o diário e a garota antes que ela descubra como destruir a gente.
Lembrei de um trecho do diário " Para quebra-la, encontrem as outras partes desse diário, e destruam-na, junto com o mal que iniciou tudo isso."
-O mal que iniciou isso tudo...
-Os mais antigos são o Leandro e o Lucas. Não foram eles que iniciaram, mas segundo o que o Leandro me falou, vai por hereditariedade. Até chegar na gente.
Me sentei no banco, afastado o suficiente para ao menos tentar correr.
-E nessa história... a gente é do bem ou do mal?
-Eu sou... sou do lado em que eu sobreviver.
-Você... mata as pessoas?
-Se não fosse vocês, eu não precisaria matar. A maldição não é o surgimento. É a fome. A gente se alimentava normalmente. A única vez em que eu havia experimentado sangue humano foi para terminar a minha transformação. Eu... eu não queria fazer isso com você, mas a Jessica não resistiu, tinha que ser você.
-Não lembro que você tenha me mordido ou alguma coisa parecida. Como eu... virei... eu não consigo falar.
-Meu sangue está contaminado. É tipo... um vírus. Ele entrou em sua corrente sanguínea, e você está contaminado. Eu usei uma seringa e injetei meu "sangue" em uma veia no seu pescoço enquanto você dormia.
-Fizeram isso com você também?
-Não, comigo foi diferente. -ela riu- Você não vai querer saber como foi.
-Mas você disse que não teve coragem de me matar. Eu tenho mesmo que morrer?
-Se você não morrer durante esses primeiros dias... o vírus vai se transformando. Coisas cada vez mais estranhas vão acontecer e mais dia menos dia, sangue animal não vai te satisfazer.
-Sangue animal? Como assim sangue animal?
-Luan, enquanto você acha que tá apagado, faz coisas que me dão medo de chegar perto.
Ela havia me convencido. Não de destruir a Katherin. Me convencido de que eu era um vampiro (ou seja lá o que for, afinal eu não me achava parecido com o Conde Drácula nem com o Edward), e que eu tinha de encontrar alguma forma de reverter isso. Eu não queria virar um monstro.

ÓINOISAQUITRAVÊIS HAHAHAHA AMORES, QUE COISA ESTRANHA NÉ? O.O O QUE SERÁ DE TÃO ESTRANHO QUE O LUAN FAZ QUE ATÉ A MICAELLA TEM MEDO? '-' TÃO GOSTAAANDO? ME CONTEM :S 
ENTÃO, EU VOU ABRIR UM CONCURSO PRA LEITORA BETA *-* E QUERO MUITO QUE VOCÊS PARTICIPEM :3 PRA QUEM NÃO SABE, A LEITORA BETA MEIO QUE AJUDA A ESCRITORA. LÊ OS CAPÍTULOS ANTES DE SEREM POSTADOS E TAL E DÁ OPINIÕES SOBRE O QUE PODE MUDAR OU NÃO PODE HEHEHE DEPOIS TEM MAIS INFORMAÇÕES SOBRE O CONCURSO, BJS :*

Treze

POV LUAN
A Micaella começou a me arrastar. Como ela tinha ficado tão forte?
-Espera, me explica.
-Não tem tempo pra isso Luan. A gente precisa destruir aquela garota e aquele diário, antes que o Lucas convença o Leandro de vez.
-O diário... Espera, não tem a ver com a tal maldição, tem?
-Tem a ver com eu estar com fome e ter que ir até aqui pra conseguir comer. Daí eu chego e você já espantou os turistas. Isso não é legal.
-Mas eu...
-CALA A BOCA! –ela gritou comigo e eu resolvi que era melhor ficar quieto.
Demorou um pouco para chegarmos à cidade. Eu estava com frio, por conta da minha falta de roupas, mas a Micaella não pareceu ligar muito pra isso. Conseguimos entrar silenciosamente em sua casa e ela me levou para seu quarto. Peguei o primeiro lençol que vi e me enrolei. Não estava me sentindo à vontade com ela me olhando.
-Em três dias a transformação vai ser total. Você não vai mais precisar comer comida de... gente normal. Na verdade, isso não vai mais te satisfa... –ela parou de repente- Ela não está mais aqui. –ela sorriu- Fique aqui, eu já volto.
-Eu não vou ficar aqui, eu vou pra casa.
-Aff, então vem comigo.
-De novo? Olha, eu tô cansado.
-Vem comigo ou eu dou um jeito de te prender aqui.
Depois de ela ter me achado no meio da mata e conseguido praticamente me arrastar até a cidade, eu duvidava de pouca coisa.
-Eu vou com você. Mas pelo menos me dá uma roupa.
-Suas roupas estão no meu guarda-roupa.
-Mas o que...
-Anda logo!

POV KATHERIN

Pelo que o Lucas me contou, ele, o Leandro e mais algumas pessoas (ele fugiu um pouco no quesito ”quem”) eram Vetalas.
Pra mim, pareceu só um nome estranho para “vampiro”. O fato de que ele estava morto me abalou um pouco. Ele disse que nem eu nem ninguém havia percebido porque o Leandro conseguia confundir um pouco a mente das pessoas, por isso todo mundo se lembrava da infância deles, inclusive seus “pais”.
O fato de eu me lembrar dele era como um milagre. Quando o diário foi aberto, a confusão se foi. Por isso a Karina não se lembrava deles.
Segundo ele, a maldição era real, mas ele não me explicou nada sobre isso. Na verdade, ele não me explicou quase nada. Me deixou na entrada da fazenda, dizendo que não conseguia entrar.
Isso mesmo, não CONSEGUIA. Não disse “queria” nem “podia”. Era outra coisa que ele tinha adiado.
Agora eu estava presa. Presa na fazenda e presa ao colar da Joanna, que segundo o Lucas, impediu o Leandro de ter me matado àquela hora.

Eu não consegui dormir. Fiquei sentada em frente à janela segurando o colar. A noite inteira. 

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Doze

Não sabia as horas exatas quando acordei, mas sabia que devia ser madrugada. Sentia como se meu corpo estivesse tomado pela febre. Senti meu nariz entupido e a garganta dolorida. A gripe tinha me pegado sem que eu percebesse?
Ouvi o barulho de algo no corredor. 
-Pai? -perguntei mas ninguém respondeu. Esperei mais alguns segundos e perguntei por outra pessoa- Lucas? 
Achei que ninguém fosse me responder novamente, mas a porta se abriu devagar. E quem abriu foi um Lucas diferente. Ele parecia abatido, como se não se alimentasse a dias, e com uma tristeza no olhar que acabou comigo. Ele caminhou devagar até minha cama.
Lucas me beijou a testa. O abracei, mas com muito medo. Medo não dele, mas do que viria depois. O que tinha acontecido?
-Você lembra de mim!
-Lembro. Lógico que lembro. Porque... eu fui na sua casa hoje e sua mãe ela me colocou pra fora, eu... O Luan sumiu. Eu não sei porque eu tô preocupada com isso, mas ele sumiu.
-Preciso te explicar uma coisa. -senti um vento entrar pela janela e o Leandro entrou no meu quarto.
Meu mal é que quando entro em pânico, não consigo sair do lugar.
Lucas acariciou meu rosto, e eu queria correr. Leandro chegou mais perto de mim, e minha respiração foi saindo do normal. Eu queria gritar. Onde estava meu pai?
-A culpa é sua! -Leandro disse apontando para o Lucas- Eu falei que era ela, falei pra gente dar um jeito nela, mas não, você não quis. Agora a gente tá aqui.
-Me escuta. Vai pra fazenda. Fica lá, até eu falar que pode sair, ouviu?
-O-o quê?
-Não tira esse colar. Isso é o mais importante. -Lucas disse e eu olhei para o colar que eu tinha pego emprestado das coisas da minha avó.


-O que tem ele? Lucas, eu não tô entendendo eu...
-Você abriu o diário. Você não entendeu isso ainda? Não entendeu a gravidade do que fez? -Leandro me disse.
-Katherin... -Lucas disse- A gente tem muito o que conversar.

POV LUAN
Eu não acreditava que tinha acontecido de novo. Eu não abri os olhos, mas sabia onde estava. Quer dizer, não exatamente. Sei que estaria em algum lugar que não conhecia. Com medo de estar no telhado de casa, abri os olhos. Encontrei um céu bastante estrelado. Tinham estrelas até demais. Na cidade não dava pra vê-las tão claramente. 
Tentei me levantar e sentar, mas eu parecia deitado em um braço de sofá. Espera...braços de sofá não pinicam!
Me levantei rápido demais e quase me desequilibrei. A coisa piorou quando eu olhei pra baixo. Eu estava no topo de uma árvore! Como fui parar lá?
Me sentei no lugar onde eu estava e comecei a pensar. Eu não lembrava de ter ido dormir. Só de estar conversando com a Katherin sobre meu... meu pescoço! Toquei nele mas já não tinha nenhuma cicatriz grande, só o que me parecia uma bolinha. Eu sentia sede, e ali não parecia ter água em nenhum lugar perto. Eu precisava ir pra casa.
Bom, pra subir em árvores eu era tão bom que fazia dormindo, eu tinha acabado de me provar isso. Mas descer delas ainda era... digamos que um ponto a desenvolver. Era alto pra pular. Eu teria que descer escalando.
Vamos lá... um pé depois do outro e eu conseguiria. Eu tinha que me lembrar que qualquer arranhão ficaria marcado já que eu estava sem roupas.
Respirei fundo, me apoiei em um galho que parecia forte, coloquei um pé na árvore e... PAF! Mais ouvi o impacto do que senti dor. Minhas costas tinham ido parar direto no chão.
Quando tentei me levantar que ouvi o que pareciam ossos estralando dentro de mim. Era uma dor insuportável mas que estava passando aos poucos. Devia ser um sonho. Ou melhor, um pesadelo.
-Ai, até que enfim te encontrei! -mesmo de cabeça pra baixo (ainda estava deitado) conheceria ela em qualquer lugar.
-Micaella?
-Quê, não me conhece mais não? Pensei que você nunca iria terminar. Levanta daí que eu vou te levar pra minha casa.
-Eu não vou pra sua casa.
-Como assim você não vai?

OI AMORES! PRIMEIRAMENTE, MIL DESCULPAS PELA DEMORA, ESSAS EMANA FOI UM HORROOOOOR! :X TÔ TENTANDO ME ACOSTUMAR A ROTINA TRABALHO+FACULDADE MAAAS VAI DAR CERTO! HEHEHE 
ENFIM, COMO VOCÊS ESTÃO? ESPERO QUE BEM. KKK E O LUAN CAINDO? :O COMO SERÁ QUE ELE FOI PARAR LÁ EM CIMA? O.o MISTÉÉÉRIOS KKK 
ENTÃO AMORES, SE VOCÊS QUISEREM QUE EU AVISE QUANDO TIVER CAPÍTULOS NOVOS, É SÓ COMENTAR AQUI POR ONDE VOCÊ QUER SER AVISADO (WPP, FACE, TWITTER [TWITTER É UM POUCO DIFÍCIL MAS A GENTE TENTA POR VOCÊS NÉ? ;)]) ENFIM, SÓ DEIXAR AQUI EMBAIXO QUE NO TREZE EU JÁ AVISO INDIVIDUALMENTE TÁ? BEIJOOOOOOOOOS. :*

Onze

Fechei o diário imediatamente e coloquei na pasta.
-Eu sei quem pode ajudar a gente.
Começou a chover. Estava preocupada com o pescoço do Luan. O que era aquilo? Joguei um pouco de água que tinha em uma garrafa nele, mas não parou de sair aquilo.
-Não parece sangue, não tem cheiro... isso é ruim. Vamos, a gente tem que ir no médico e na casa do Lucas.
-Você tá preocupada comigo... -ele riu, o que me deu nos nervos.
-Assim como estaria com qualquer outra pessoa. Vamos.
-Desde quando você se importa com alguém?
Eu senti que fiquei vermelha de raiva.
-Se não quer vir, não vem.  -peguei a maleta, coloquei junto ao corpo e saí, na chuva mesmo. Quando estava no meio do caminho, lembrei que ele poderia ter um ataque e desmaiar lá sozinho, afinal com a chuva, ninguém iria até a praia.
Voltei e não encontrei ele mais lá. Agora ele podia estar em qualquer lugar da cidade.
Mas o Luan ja era bem grandinho pra saber o que fazer. Se ele queria ir sozinho, que fosse.
Levei a maleta até a minha casa e a tranquei no cofre do escritório.
Eu não devia estar acreditando naquilo. Devia ser alguma brincadeira. Sei lá, talvez essa tal de Joanna quisesse pregar uma peça em seus descendentes. Talvez esse negócio de "destino da humanidade" não existisse. É, talvez ela fosse louca. Talvez por isso minha família foi para a Inglaterra, porque a Joanna vivia perturbando a mente das outras pessoas da cidade com isso, talvez ninguém mais a suportasse e a tivessem mandado pra lá. Isso explicaria porque ela era uma Santana e depois...
Não, não, não! Agora o que eu estava pensando era que parecia loucura. Não tinha como ser coincidencia o endereço daquela casa estar lá.
Eu precisava do meu pai, ele era meu porto seguro, ele sempre me dizia o que era certo a fazer, desde que eu era criança. Quando eu tinha qualquer problema, era para o colo dele que eu ia. De noite, eu sempre ia parar debaixo de seu cobertor, procurando por um lugar quente após um pesadelo.
E naquele pesadelo eu não sabia onde estava sua cama. E eu também não sabia se iria acordar.
Liguei para seu celular, mas so dava caixa postal. Disquei também o número do Lucas, mas deu que o mesmo era inexistente. Então resolvi ir até sua casa. Toquei a campainha repetidas vezes até que a dona Karina chegou.
-Oi...
-Oi dona Karina. Onde o Lucas e o Leandro estão?
-Quem?
-Lucas e Leandro, seus filhos. -ela pareceu confusa.
-Que filhos? Eu não tenho filhos.
-Dona Karina... seus filhos.
-Todo mundo sabe que eu não tenho filhos, porque você veio encher minha paciência hoje?
-Mas... mas Dona Karina eu não entendo...
Ela não me deixou terminar de falar, entrou e bateu a porta.
A chuva continuava. Ventava forte e meu guarda-chuva quase ia com o vento, não importava a direção que eu o colocasse.
Com um pouco de dificuldade, voltei pra casa.
Nunca havia estado tão confusa. Onde o Lucas estava? O que havia acontecido com a Dona Karina?
Comecei a tremer, sem saber se era de frio ou de desespero.
Percebi que estava completamente encharcada.
Subi até meu quarto e fui até a cabeceira da cama procurar as fotos de Lucas. Onde ele estaria àquela hora?
Tomei um susto ao ver que as fotos não estavam mais lá.
Agora eu tinha certeza que não era paranoia. Minha vontade era me rasgar inteira por dentro. Aquela era a maldição? Perder a pessoa que amamos? Já não bastava a minha avó?
Me enrolei na cama, mesmo com as roupas encharcadas. Será que meu pai também sumiria?
E o Luan? Não que eu o amasse, mas tínhamos algum vínculo agora. Ele iria simplesmente sumir também?

NO DOZE A GENTE CONVERSA HUEHUEHUE

Dez

POV KATHERIN
Não conseguia achar oxigênio para respirar. Se não estivesse sentada, eu cairia. Eram as palavras do pior sonho da minha vida. Eu tremia por dentro e por fora. Estava com medo. Mais medo do que já havia sentido.
-Não tem graça. -Luan disse.
-O quê?
-Eu... devo ter dito isso enquanto dormia, de algum jeito você ouviu e tá tentando me assustar. Mas eu não vou cair nessa.
-Você... você também sonhou com isso?
-Desde que o testamento foi lido. Noite após noite. Eu já não aguento ficar acordado. Mas tenho me... eu não consigo dormir.
-Eu sei. Não precisa esconder que sente medo. Eu também sinto.
-Fecha isso.
-Não, eu tenho que terminar de ler pelo menos essa parte. Mesmo com medo, continuei a ler.
"Vocês iniciaram a maldição. Para quebra-la, encontrem as outras partes desse diário, e destruam-na, junto com o mal que iniciou tudo isso. Os escolhidos devem optar entre sua vida e o destino da humanidade. A maldição é inevitável para um de vocês. Percebam o cheiro da morte e não fujam. Encarem-na, lutem. O mundo está em suas mãos."
Torci para que fosse um sonho. Luan continuava de cabeça baixa, com os braços apoiados na mesa. Me assustei quando vi seu pescoço encharcado com um líquido preto, e ele parecia não sentir.
-Luan o que é isso no seu pescoço?
-Podemos evitar fim do mundo, ou iniciar ele, e você repara no meu pecoço?
Peguei um espelho de dentro da minha mochila e lhe entreguei. Seu susto foi tão grande que ele deixou o espelho cair no chão.
Uma trovoada ribombou no céu e uma chuva torrencial começou a cair.
-A gente tá muito ferrado. -ele disse.
Olhei uma ultima vez para o diário e um endereço brilhou no rodapé. O lugar onde fica a casa onde minha mãe foi assassinada.

GEEEENTE :O ESSA FIC TÁ TÃO MISTERIOSA QUE O CAPÍTULO OITO TÁ ANTES DO NOVE. KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK DESCULPEM PELO CAPÍTULO PEQUENO. :/  QUE CÊS TÃO ACHANDOOOO? QUERO OPINIÕES HAHAHAHA TÔ MUITO ANIMADA GENTE, CÊS NÃO TÊM IDEIA. *---* BEIJINHOS DA DAN. :*

Oito

POV KATHERIN
Talvez o sonho tenha sido por causa da pressão do Luan. Passei um bom tempo tentando entender o porquê de ele insistir tanto em ler logo o diário, e em me falar pra não fazê-lo sozinha. E aquele sonho... me fez querer sair dali. Olhar para as árvores me trazia a sensação ruim de volta.
-Devíamos ficar aqui mais um pouco.
-Não, eu tenho que resolver algumas coisas também. Acho que não posso demorar mais.
-Tudo bem. -ele disse- Então eu vou tomar um banho, e a gente vai ok?
-Tá.
Lucas me abraçou e beijou minha testa por um bom tempo.
-Não vou te deixar mais em hipótese alguma. E você não vai mais em lugar nenhum sem mim ok?
-Nunca. -eu disse e abracei ele forte.
Ainda causava calafrios me lembrar de quando eu e o Lucas terminamos.

Flashback on
Eu não tinha ânimo pra nada. Nem sequer comer ou mesmo levantar da cama. Olhar para a rua pela janela me fazia sentir calafrios, como se algo de ruim fosse acontecer quase eu saísse de casa. E realmente, a única vez que tentei fazer isso, quase fui atingida por um raio. A chuva piorava a situação. Eu ficava olhando e chorando, era como se o céu sentisse um pouco da minha tristeza também.
Eu não sabia que ficar sem o Lucas iria doer tanto. Parecia que sem ele, até mesmo a minha respiração ficava mais difícil. Como se de certa forma, eu precisasse dele, como uma droga, que sem perceber você se vicia.
Eu não sabia que amava o Lucas tanto. Eu não sabia o porque de ele ser tão necessário pra mim, mesmo sabendo que aquele relacionamento era por interesse.  Ou pelo menos havia começado desse jeito. Eu sabia que ele estava mentindo no começo. Eu de alguma forma conseguia ver isso nele. Mas mesmo assim, eu sempre quis que ele me amasse de verdade, que me quisesse perto dele por algo além de status, dinheiro ou sei lá o que ele queria.
Assim que acordei, pensei que seria um dia como os outros, que passaria o dia me forçando a fazer coisas que antes eram corriqueiras.
Vi a porta se abrir devagar. Pensei que fosse o meu pai, mas quem eu vi ao abrir a porta foi um Lucas que nunca tinha visto.
Ele parecia arrasado, com aparência de quem não comia a dias e um olhar triste que me fez perder a razão de quem estava errado naquela situação.
-Eu não consigo...  fazer nada sem você.  -consegui ver a verdade nele. Ver o que eu sempre esperei ver.
-Me desculpa. -eu disse. Minha voz saía mais fraca do que o de costume.- Eu devia ter... dado o valor que você merece. Eu fui uma...
Lucas me abraçou. Eu ainda estava sentada na cama.
-Você nunca vai entender.
-Pelo menos me deixe tentar Lucas.
-Eu daria minha vida por você. Você tem ideia disso? -não conseguia dizer nada, apenas abraça-lo e chorar como uma criança.
-Não me deixa mais, por favor. Nunca mais. Eu não consigo viver. -consegui dizer em meio aos soluços.
Flashback off


Se a nossa história fosse um livro ou um filme, ficaríamos daquele mesmo jeito pelo menos por um bom tempo. Mas era a vida real. Na vida real, por mais que momentos "água com açúcar" aconteçam, as pessoas voltam para a vida ao seu redor. Logo, estávamos cometendo os mesmos erros.
Eu, tive que manter a minha imagem de garota com sede de poder, o Lucas voltou a sumir sem me dizer nada (o que me deixava muito preocupada) e nós dois voltamos a parecer aqueles casais meio bobos de filmes adolescentes. Pelo menos na frente dos outros. Éramos nós mesmos um com o outro e acho que isso nos fez sobreviver. O mais importante era que nós ainda necessitávamos um do outro. Ainda nos amávamos. Éramos a prova de que o amor podia vir de uma situação em que nada de bom restava em duas pessoas.

Meus amores, eu tava com saudade. :( Então, desculpem pela demora, tá? Sabe o tal do bloqueio criativo? Ele existe e é muito ruim :S kkkkk Mas taí amores, espero que vocês tenham curtido. Se hoje tiverem uns 3 comentários, já posto o nove. Se não, só amanhã mesmo. Beijos da Dan!

Nove

POV LUAN
Minhas mãos começaram a suar. Talvez a praia não tivesse sido o melhor lugar para marcar, após ter acordado ali da última vez. Sonhos estranhos fazem parte da vida de qualquer pessoa, mas sonhos estranhos por dias seguidos, acompanhados de sonambulismo certamente não eram normais.
A Katherin estava demorando demais. Já tinha se passado mais de meia hora da hora que havíamos combinado, e eu gostava menos ainda da sensação de que estava sendo observado.
Talvez fosse culpa do que eu havia feito na noite anterior. Não deveria estar pensando naquilo, mas o que fiz me incomodava. Passar a noite com a garota que você enrola desde quase sempre não devia ser bom. Mas havia algo de diferente na Micaella. Talvez fosse a voz, ou o jeito dela se vestir. Sim, ela era linda, mas dizer que passar uma noite com ela estava em meus planos era mentir bastante.
Enquanto esperava a Katherin, meu sono vinha. Havia passado a noite em claro, tentando fugir dos sonhos e do medo de morrer dormindo. Se eu continuasse daquele jeito, iria ter que procurar um médico.
O ferimento que havia surgido em meu pescoço pela manhã começou a me incomodar. Era uma bolinha minúscula, mas passou o dia dando pequenos choques em mim, o que parecia viajar pela minha corrente sanguínea. Era outro motivo para ir ao médico. Queria saber que tipo de inseto fazia aquele estrago.
Estava já desacreditado de que iria ler aquele diário naquele dia quando ela chegou.
Tinha algo de errado comigo. Algo de muito errado. Primeiro a Micaella, e agora a Katherin parecia irresistível pra mim. Tudo bem, já a via assim a muito tempo, mas nunca daquele jeito. Meu olho foi diretamente para a gargantilha dela. Uma pedra azul brilhava forte. Olhar para aquela gargantilha me fez sentir como quem leva um soco no estômago. De repente tomei repulsa por ela. Isso podia acontecer? Alguém que te faz mudar de estado de espírito em menos de um minuto não podia lhe fazer bem, mas eu precisava do diário, e ele estava com ela.
Espera. Como assim eu precisava? Queria ler ele por curiosidade e só. Não era como se minha vida dependesse de um diário de uma pessoa que eu nem conhecia.
Quando Katherin chegou perto de mim, algo me deixou alerta. Porém,ao desviar o olhar para sua gargantilha, a repulsa voltou.
-Oi. -ela disse.
-Oi. Você demorou.
-Não foi fácil explicar o que aconteceu para o meu pai.
-Então... trouxe?
-Trouxe.
Estávamos conversando normalmente. A quanto tempo um Santana e um Smith não conversavam pacificamente, sem socos ou armas (pelo menos da minha parte)?
-Vamos sentar ali. -apontei para uma mesa vazia e fomos até lá. Assim que se sentamos, ela voltou com seu tom hostil.
-Vou tentar cooperar. A vovó deve ter tido um bom motivo pra fazer isso.
-Só quero ver o que tem aí e ficar em paz.
-Igualmente.
Mas algo me dizia que aquilo não iria trazer paz. Ela colocou uma maleta em cima da mesa, colocou a senha e a abriu. A tensão era visível em nós dois.
A capa do diário dizia "Joanna Santana".
-Santana? Eu não entendo como...
-Parece que sua família tem algo que pertence à minha família.
-Não começa. A gente não pode julgar qualquer coisa sem saber dos motivos.
-Diz isso porque não sou eu quem está com um diário escrito Joanna Smith na capa.
-Não tem como. O Smith veio depois do diário ser escrito.
-Como era o nome da sua família aqui no Brasil? Antes de vocês saírem.
-Alvarenga. Assim como a fazenda.
-Então que tal Joanna Alvarenga? -ela me olhou mal humorada.
-Esse diário é de antes de Girassol ser uma cidade. Temos que ter cuidado.
-É, eu sei. É antigo e tudo mais.
Ela tirou o diário de dentro da maleta e colocou em cima da mesa. Abriu a capa com cuidado. O diário parecia ainda com as folhas novas, como se tivessem acabado de escrever nele.
"Dois devem procurar, achar, construir e destruir essas palavras. Com um casal iniciou-se  a humanidade e também por um casal ela terá seu fim. Um destino a se cumprir, amores para descobrir, uma aventura a viver. Com uma história para contar, a maldição acabará.  Em trevas ou luz a história se findará."
-Ah meu Deus. -a Katherin empalideceu e parecia em choque.
Eu conhecia aquelas palavras. Uma voz de mulher aterrorizante sempre me dizia isso. Toda noite, antes de acordar em um lugar que eu nem conhecia.
AMOOOOORS O/ HOJE TO QUE NEM A MICA, POSTANDO PELO CELULAR SÓ PRA NÃO FICAR SEM POSTAR. SINAL DE QUE EU ME IMPORTO COM VOCÊS. U.U
BEM, VAMOS FALAR DA FIC. O QUE VOCÊS TÃO ACHANDO? TÃO CURTINDO, NÃO TÃO... PRECISO DA SINCERIDADE DE VOCÊS PORQUE TIVE UMA IDEIA E VAI SER MUITO TOP U.U MAS ANTES PRECISO SABER SE VOCÊS ESTÃO GOSTANDO OU NÃO DA HISTÓRIA NÉ...
EU LEIO MUITA FANFIC, DE VARIOS ARTISTAS, E PERCEBI QUE NÃO TINHA AINDA UMA DO LUAN COM REALIDADE ALTERNATIVA, DAÍ COMECEI A ESCREVER ESSA. É UMA EXPERIÊNCIA NÉ... QUEM ACOMPANHA A SAGA SINAIS VIU QUE EU PAREI A PARA SEMPRE PRA COMEÇAR COM ESSA PORQUE A IDEIA TAVA EXPLODINDO NA MINHA CABEÇA.
SÓ VOU POSTAR O PRÓXIMO CAPÍTULO SE REALMENTE TIVEREM OPINIÕES, SE NÃO EU PARTO PRA OUTRA U.U KKKKK
ENFIM AMORES, É ISSO. SE ALGUÉM TIVER ALGUMA DÚVIDA SÓ ME CHAMAR NO TT @sorrisod0luan TO ANSIOSA AQUI VIU? :X BEIJINHOS DA DAN!
AH, E ME DESCULPEM SE TIVER ALGUM ERRINHO DE PORTUGUÊS, É RUIM PRA CORRIGIR PELO CELULAR.