Vinte

-Estava esperando por vocês! -uma mulher disse quando abriu a porta da casa. Espera, ela estava falando português?
-Como sabe quem somos nós? -Luan perguntou.
-Sei reconhecer um Vetala quando estou frente à frente com um. E o colar... -ela olhou pra mim de um jeito estranho.
-Nenhum de nós é... -parei a frase no meio. Lembrei que Luan nao tinha me falado exatamente o que aconteceu. A mulher riu.
-Vamos, entrem.
Mesmo com medo, segui em frente. E se naquele dia eu descobrisse algo que era um mistério até para a polícia? E se eu tivesse a oportunidade de me vingar de quem quer que fosse responsável por tirar a minha mãe de mim? Se aquela mulher tivesse algo a ver com isso, eu não pensaria duas vezes antes de voar na garganta dela.
-Sentem-se. Vocês querem alguma coisa? Um chá talvez...
-Não, obrigado. -respondi- Porque você estava nos esperando?
-Ora, a muitos anos eu espero alguém que pegue essa primeira página logo! Você veio trazer mais vida do que morte, acredite.
-Não, morte não. Não quero nenhuma morte.
-Nem tudo o que se quer se consegue. -ela olhou pro Luan.
-Onde tá a página? -Luan perguntou.
-Lá em cima. Mas você não vai poder entrar, só a garota.
-Porquê? -perguntei.
-Porque é assim que deve ser.
-Não vou deixar a Kate sozinha.
-Se quiser pode tentar entrar. Seu sangue não vai deixar. -ela sorriu.
-Nos leve logo até lá.
-Não posso esperar mais pela liberdade! -ela bateu palmas.
A seguimos por dentro da casa. Parecia mais velha por dentro do que por fora. Algumas teias de aranha tomavam conta do papel de parede, que parecia ser um bege mais antigo do que a própria casa. A escada rangia. Enquanto subíamos, olhei várias vezes para saber se Luan estaria lá. Ele correspondia meu olhar, mas eu não conseguia me acalmar.
-É na última porta. -ela apontou para o final do corredor. Luan estava ao meu lado. Seguimos até lá enquanto eu sentia que aquela mulher estava sorrindo. Eu sentia que talvez aquilo não daria certo. Mas já estávamos na porta.
Coloquei devagar a minha mão na maçaneta. O metal frio me fez ficar mais tensa ainda. Quando a porta e abriu, vi que havia um tipo de altar prateado com uma página em cima. Uma pequena janela fazia com que a luz do sol se direcionasse diretamente para o altar. Entrei no quarto com o pensamento de pegar aquilo e encher aquela mulher de perguntas. Mas então algo estranho aconteceu. Luan tentou entrar no quarto e uma luz azul iluminou todo o cômodo. Ele foi jogado pra trás com uma velocidade absurda. Tentei sair do quarto e ajudá-lo, mas o que às vistas parecia uma passagem normal, era como vidro. Onde eu tocava, pequenos raios tão azuis quanto o pedra de meu colar apareciam.
-Me deixe sair!
-Primeiro você tem que pegar a página. Depois sair. -Luan gemeu encostado na parede.
-Ajude-o! Ou me deixe ajudar.
-Eu disse que ele não entraria. Você só pode sair depois que pegar a página.
Jurando pra mim mesma que iria matá-la quando saísse dali, virei-me e peguei a página. Parecia tão frágil que a peguei com o maior cuidado do mundo, e logo me virei de volta. Passei pela porta com facilidade e fui ao encontro do Luan.
-Tudo bem?
-Sim. Só parece que me jogaram em uma fogueira e depois em um moedor de carne.
-Vamos. -o ajudei a se levantar. Procurei a mulher, mas ela não estava lá. -Eu vou matar aquela vadia.
Luan riu. Quando chegamos na escada, a vi no andar debaixo. Ela tinha se jogado. Havia morrido com um sorriso no rosto. Um sorriso de satisfação.

Amors, e aí? Tá pequeno o cap? :x Escrevi ele sem medir. Kkkk Eu ia postar o 20 e o 21 hj mas n deu pq eu to cheeeeeeeia de atividade pra fazer, e fui fazer o que? Pintar o cabelo. Kkkk Aí não deu tempo pra fazer quase nada, ainda vou terminar. :c É isso amors, bjs.

2 comentários:

  1. Omg amo sa fic dan sabe pq? O mistério nunca acaba cara <3
    #Kaella eu acho kkkkkk

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  2. Raaapaz to achando que não vou dormir, essa fic ta pior que o CSI...postaaaaaa logoooo viu Dan #Leura

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