POV KATHERIN
Depois de muito tentar, cochilei por alguns minutos. Só que não foi muito bom. Tive um pesadelo horrível. Eu estava presa em uma floresta. Literalmente presa, não conseguia me mexer. Foi anoitecendo e meu medo foi aumentado. Uma pessoa começou a andar devagar em minha direção. Queria correr, fugir, mas tinham amarras que me prendiam.
Quando a pessoa chegou perto de mim, percebi que era minha mãe. Ela tocou meu rosto. Eu estava com medo. "Cumpra seu destino. Ache o diário e encontre o verdadeiro amor." As mãos da minha mãe ficaram cada vez menos sólidas. As amarras foram se desfazendo e eu comecei a correr sem saber direito pra onde.
"Dois devem procurar, achar, construir e destruir essas palavras. Com um casal iniciou-se a humanidade e também por um casal ela terá seu fim. Um destino a se cumprir, amores para descobrir, uma aventura a viver. Com uma história para contar, a maldição acabará. Em trevas ou luz a história se findará."
De repente eu estava em meu quarto novamente. Já era noite e Lucas dormia ao meu lado.
Me levantei, fui ao banheiro e depois fui pra cozinha. Podia não parecer mas cozinhar me relaxava, e eu sabia que Lucas iria acordar com fome.
Não tinha percebido o tempo passar, até que Lucas chegou na cozinha.
-Tá cozinhando? -ele perguntou. Tinha jeito de que tinha acabado de sair do banho.
-Tentando me distrair. Tive um sonho horrível.
-Deve ter sido o estresse por conta do que aconteceu.
-Você olha pra mim? Preciso tomar um banho.
-Tudo bem.
Deixei ele na cozinha, tomei banho e me arrumei. As roupas que estavam na fazenda eram as mais leves e simples que eu tinha. Só quem me via ali era o Lucas e meu pai, então não achava necessário me arrumar com o tanto coisa que eu usava na cidade.
Coloquei um short jeans claro, uma regata vermelha e prendi meus cabelos em um rabo de cavalo, deixando meus cachos mais soltos, como ele gostava. Coloquei um perfume e desci.
-...se a profecia estiver certa, é a nossa chance de acabar com tudo isso de vez.
Era o Leandro, irmão do Lucas. Achei estranho ele estar ali, porque não ouvi barulho nenhum enquanto estava lá em cima.
-Oi Lê.
-Oi Kate. -ele se virou pra mim- Já estou de saída, só vim falar rápido com o Lucas.
-Não vai ficar pra jantar?
-Não, me desculpe. Estou sem fome. Hoje. -ele olhou para o Lucas.
-Vou te levar lá fora. -Lucas lhe disse.
-Fica pra outro dia Kate.
-Tudo bem. -sorri.
Enquanto Lucas levava Leandro, eu arrumei a mesa. Prestei mais atenção, e não ouvi nenhum barulho de carro ou moto. Tudo bem que a casa ficava bem na entrada da fazenda mas mesmo assim, era perigoso ir da cidade pra lá a pé, principalmente de noite.
Eu e Lucas comemos em silêncio. Até que eu não aguentei mais adiar minha pergunta.
-O que você viu?
-Ahn?
-Você mentiu para o delegado.
-Kate...
-Eu te conheço Lucas.
-Parece que não o suficiente. -ele se levantou da mesa.
-Lucas, volta aqui. Você tem que me contar! -fui atrás dele- Você sempre vem com essa conversa de que eu não te conheço. E nunca me explica nada. Você não lembra que foi por isso que terminamos da última vez?
Ele parou de repente e me olhou.
-Quando eu entrei na sua casa... vi o Luan saindo de lá.
-O quê? Mas... foi o casal acompanhar ao vivo minha festa?
-Eu não falei porque... podiam dizer que estávamos incriminando eles, que estávamos implicando sem motivo.
-Você tinha que dizer. Se descobrirem, é capaz de você ser preso e... -ele colocou o dedo em meus labios para me calar.
-Não vai acontecer nada enquanto estivermos aqui. Aqui estaremos seguros de quem quer que seja, que tente entrar sem autorização. Signatum est.
-Quê?!
-Nada. -ele riu- Já que a gente está assim, falando sobre coisas que um não sabe do outro... Com quem você conversou hoje de manhã por SMS? -mordi o lábio, sabendo que ele não ia gostar da resposta.
-Com... com o Luan.
-Entendo. -ele demorou mas respondeu- Vocês agora tem algo em comum.
Depois de muito tentar, cochilei por alguns minutos. Só que não foi muito bom. Tive um pesadelo horrível. Eu estava presa em uma floresta. Literalmente presa, não conseguia me mexer. Foi anoitecendo e meu medo foi aumentado. Uma pessoa começou a andar devagar em minha direção. Queria correr, fugir, mas tinham amarras que me prendiam.
Quando a pessoa chegou perto de mim, percebi que era minha mãe. Ela tocou meu rosto. Eu estava com medo. "Cumpra seu destino. Ache o diário e encontre o verdadeiro amor." As mãos da minha mãe ficaram cada vez menos sólidas. As amarras foram se desfazendo e eu comecei a correr sem saber direito pra onde.
"Dois devem procurar, achar, construir e destruir essas palavras. Com um casal iniciou-se a humanidade e também por um casal ela terá seu fim. Um destino a se cumprir, amores para descobrir, uma aventura a viver. Com uma história para contar, a maldição acabará. Em trevas ou luz a história se findará."
De repente eu estava em meu quarto novamente. Já era noite e Lucas dormia ao meu lado.
Me levantei, fui ao banheiro e depois fui pra cozinha. Podia não parecer mas cozinhar me relaxava, e eu sabia que Lucas iria acordar com fome.
Não tinha percebido o tempo passar, até que Lucas chegou na cozinha.
-Tá cozinhando? -ele perguntou. Tinha jeito de que tinha acabado de sair do banho.
-Tentando me distrair. Tive um sonho horrível.
-Deve ter sido o estresse por conta do que aconteceu.
-Você olha pra mim? Preciso tomar um banho.
-Tudo bem.
Deixei ele na cozinha, tomei banho e me arrumei. As roupas que estavam na fazenda eram as mais leves e simples que eu tinha. Só quem me via ali era o Lucas e meu pai, então não achava necessário me arrumar com o tanto coisa que eu usava na cidade.
Coloquei um short jeans claro, uma regata vermelha e prendi meus cabelos em um rabo de cavalo, deixando meus cachos mais soltos, como ele gostava. Coloquei um perfume e desci.
-...se a profecia estiver certa, é a nossa chance de acabar com tudo isso de vez.
Era o Leandro, irmão do Lucas. Achei estranho ele estar ali, porque não ouvi barulho nenhum enquanto estava lá em cima.
-Oi Lê.
-Oi Kate. -ele se virou pra mim- Já estou de saída, só vim falar rápido com o Lucas.
-Não vai ficar pra jantar?
-Não, me desculpe. Estou sem fome. Hoje. -ele olhou para o Lucas.
-Vou te levar lá fora. -Lucas lhe disse.
-Fica pra outro dia Kate.
-Tudo bem. -sorri.
Enquanto Lucas levava Leandro, eu arrumei a mesa. Prestei mais atenção, e não ouvi nenhum barulho de carro ou moto. Tudo bem que a casa ficava bem na entrada da fazenda mas mesmo assim, era perigoso ir da cidade pra lá a pé, principalmente de noite.
Eu e Lucas comemos em silêncio. Até que eu não aguentei mais adiar minha pergunta.
-O que você viu?
-Ahn?
-Você mentiu para o delegado.
-Kate...
-Eu te conheço Lucas.
-Parece que não o suficiente. -ele se levantou da mesa.
-Lucas, volta aqui. Você tem que me contar! -fui atrás dele- Você sempre vem com essa conversa de que eu não te conheço. E nunca me explica nada. Você não lembra que foi por isso que terminamos da última vez?
Ele parou de repente e me olhou.
-Quando eu entrei na sua casa... vi o Luan saindo de lá.
-O quê? Mas... foi o casal acompanhar ao vivo minha festa?
-Eu não falei porque... podiam dizer que estávamos incriminando eles, que estávamos implicando sem motivo.
-Você tinha que dizer. Se descobrirem, é capaz de você ser preso e... -ele colocou o dedo em meus labios para me calar.
-Não vai acontecer nada enquanto estivermos aqui. Aqui estaremos seguros de quem quer que seja, que tente entrar sem autorização. Signatum est.
-Quê?!
-Nada. -ele riu- Já que a gente está assim, falando sobre coisas que um não sabe do outro... Com quem você conversou hoje de manhã por SMS? -mordi o lábio, sabendo que ele não ia gostar da resposta.
-Com... com o Luan.
-Entendo. -ele demorou mas respondeu- Vocês agora tem algo em comum.
Medo '-'
ResponderExcluir#Mih