Um

POV KATHERIN
-Vai para o seu quarto, eu preciso ficar sozinho.
-Mas pai...
-Não tem "mas" Katherin! Eu quero ficar sozinho.
Saí do escritório do meu pai e atravessei aquela sala cheia de gente desconhecida. O motivo de a casa estar tão cheia era a leitura do testamento da minha avó. Eu estava muito abalada, afinal depois de perder minha mãe, a minha avó fez esse papel.
Não me interessava se ela tinha ou não me deixado alguma coisa, mas sim sabe o que ela deixou para aquelas pessoas, que pareciam tão frias e ingratas.
Em todo o caminho vi pessoas com o choro falso e palavras que eu nem me dava o trabalho de prestar atenção no que significavam. A maioria das pessoas ali nem português sabiam falar.
Senti alguém me segurar pelo braço.
-Kate eu vim...
-Agora não Lucas. -me soltei dele e fui em direção à frente de casa,
Quando coloquei o pé lá fora, vi a Micaella xeretando (ou pelo menos tentando) o que estava acontecendo em minha casa.
-Perdeu alguma coisa?
-Não eu só vim... lhe dar meus pêsames.
-Ah, tá certo. A Renata sabe que você tá aqui?
-A Renata não manda em mim.
-Não tô com paciência pra piada hoje. Dá pra você sair daqui, garota?
Ela empinou o nariz e saiu andando. Comecei a caminhar até chegar na praia. Fazia frio e eu não gostava dali, mas era o único lugar onde eu poderia pensar em paz.

POV LUCAS
Fiquei um pouco decepcionado com a atitude da Kate. Estávamos namorando, e eu podia pelo menos ficar ao lado dela. Mas eu procurei entender, afinal ela estava muito abalada.
Fui pra casa, porque talvez ela tivesse ido pra fazenda e não voltaria naquele dia.
-Ela está melhor? -minha mãe perguntou assim que entrei.
-Não consegui falar com ela.
-Porque?
-Tinha muita gente.
Subi para o meu quarto, tomei um banho e deitei, tentando me convencer de que ela não estava me ignorando outra vez, apenas estava triste por perder a avó.
(...)
Eram 3:30 da manhã quando meu celular tocou.
-Alô?
-Lucas, a Katherin está com você?
Aquele sotaque era inconfundível: era o pai da Kate.
-Não senhor. Ela não está em casa?
-Não, e nem na fazenda. Não tem mais lugar na cidade que eu a procure.
Me levantei imediatamente e peguei a chave do carro do meu pai sem nem avisar e comecei a procurar. Fui em todas as praças, voltei pra procurar na fazenda... e nada dela. O medo que eu tinha era que ela se perdesse no matagal. A cidade em si era muito pequena, e foi construída tendo como base três fazendas: a dos Ferraz, a dos Santana e a dos Smith. Em dois desses lugares eu não entrava, então ficava mais difícil. Estava prestes a cometer uma loucura quando meu celular recebeu uma chamada restrita.
-Ela tá na praia. -e desligou.

E aeeee amoooors. Curtiram? Ficaram curiosos? Eu quero sabeeerrr. kkkk Com cinco coments eu posto o próximo. Beijoooos. :*

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